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Unesp começa segunda fase com prova clássica de nível médio

Segundo professor da Oficina do Estudante, exame se pautou pelo conteúdo do ensino médio, mas exigiu capacidade de síntese do aluno

| Da Redação

Uma prova abrangente, com temas atuais, mas de conhecimento de boa parte dos estudantes de ensino médio. Essa é a avaliação do professor  Antunes Rafael dos Santos, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, sobre o primeiro dia de prova da segunda fase do Vestibular 2020 da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

 

A segunda etapa começou no domingo (15/12), com 24 questões discursivas, sendo 12 de ciências humanas e 12 de ciências da natureza e matemática. Nesta segunda, os candidatos seguem com a prova de linguagem e a redação.  Leia mais sobre o Vestibular 2020 da Unesp nessa matéria

 

Segundo o professor Santos, a prova foi tranquila, de nível médio, fiel aos conteúdos que são trabalhados ao longo do ensino médio  - exceto por algumas surpresas em geografia e física, que trouxeram questões relativamente simples.  

 

"Mas, em todas as matérias deste primeiro dia, os conteúdos abordados foram clássicos. Nenhuma surpresa em termos de conteúdo inédito ou muito aprofundado. Uma prova bastante honesta para o candidato que havia se preparado", analisa ele. 

 

No entanto, a prova exigiu do candidato habilidade de síntese nas respostas, especialmente em matemática. "Para a prova de ontem, o candidato precisava ter o domínio dos conteúdos clássicos e a habilidade de síntese para construir respostas coerentes. A prova não fugiu do que era esperado, priorizando assuntos tradicionais" sintetiza. 

  


 

 Confira os comentários sobre as disciplinas, a seguir: 

 

Física (Professor Wander Azanha):
Foi uma prova muito bonita, clássica, e até mais fácil do que a da segunda fase do ano passado. O aluno que estudou fez. Comparando com as questões do ano passado, as deste ano foram mais complicadas para serem resolvidas. O problema só foi o espaço para resolvê-las. Então, o aluno tinha que ter uma síntese muito boa para colocar tudo o que tinha que fazer em um espaço muito pequeno. Mas, no geral, uma prova com três questões interessantes: uma de força, com momento autorque; outra de espeço côncavo; e uma muito bonita, de elétrica, de instalação de chuveiro e lâmpadas em uma casa. A surpresa foi para magnetismo, que não caiu.  


Geografia (Professor Renato Piton): 
Foi uma prova tranquila, relativamente fácil. Não cobrou grandes profundidades, em termos de conhecimento, como foi cobrado em outros anos. Cobrou os conhecimentos mais tradicionais. Houve duas questões (a sobre a Coreia e a sobre gases) que tiveram interdisciplinaridade. Mas, essa interdisciplinaridade foi muito pequena, se comparada com a Unicamp. A Unesp manteve sua característica de manter as disciplinas mais isoladas pelo menos em geografia. A questão mais difícil foi a da Coreia porque exigia vários pontos de conhecimentos relativos às coreias do Norte e dos Sul. Porém, quanto a gente fala em atualidades em sala de aula, esse tema é clássico.  


Filosofia e Sociologia (Professor Juliano Martoni):
Prova muito exigente e extensa. A redação das questões não poderia ser muito concisa, não. Tinha que ser detalhada, e o aluno tinha que dominar efetivamente os conceitos. Não dava pra ter feito uma leitura, ou ter uma vaga lembrança, pra resolver. Foi preciso conhecimento dos autores. A prova da primeira fase foi bem básica, e, nesta segunda, pediram um aprofundamento grande, que pode até ter pego de surpresa muita gente embora a gente tenha enfatizado isso. Destaque para a questão sobre estética, que não é um dos pontos muito tocados em sala de aula, de um modo geral, porque nenhuma das provas vinha trabalhando esse tema, a não ser a Universidade Estadual de Londrina, que costuma perguntar sobre a estética em Kant. O aluno precisava saber muito bem sobre a Teoria do Conhecimento para poder lidar com essa questão.  


Química (Professor Sérgio Braga):  
Prova excelente. A Unesp pediu exatamente o que é importante ser cobrado para ingressa em uma universidade. A prova foi muito boa. Foram três questões que avaliaram o aluno perfeitamente, com questões de nível básico. Nada que pudesse atrapalhar o raciocínio. Não teve nenhuma questão que envolvia pegadinha. 


Biologia (Professor Carlos Sérgio Stocco - Serjão):   
Em linhas gerais, foi uma prova muito bacana, que pediu pro aluno conhecimentos básicos, porém muito bem pensados, e que o aluno não precisava só saber. Tinha que colocar em uma sequência lógica. Por exemplo: caiu fermentação, mas não bastava responder só isso. Tinha que ser fermentação alcóolica. Prova muito bem feita, que abrangeu, em três questões, grandes campos da citologia, da genética, da zoologia, da evolução, do parasitismo. O aluno que estudou ao longo do ano, que acompanhou as aulas, saiu feliz da prova. A Unesp é realmente boa nisso: faz uma prova que contempla o aluno que sabe dissertar, sabe ler e sabe responder de forma lógica.  


História (Professor Felipe Costa Mello):  
Prova de dificuldade média, que abordou temas clássicos, como Revolução Francesa e Era Vargas. Abordou interdisciplinaridade, com biologia, na questão sobre a definição de fóssil, e com geografia, na da Guerra da Coreia. O aluno que sabe bem os conceitos básicos de História teve um bom desempenho. A questão um pouquinho mais difícil foi a de definição de fóssil, que não é algo tão fácil pro aluno, e pode ter gerado alguma insegurança, e porque também demandava conhecimentos sobre as teorias de migração e ocupação na América, o que também relacionava com o fóssil da Luzia. Mas, que com um estudo um pouquinho mais aprofundado, o aluno conseguia fazer. 

 

Matemática (Professora Cláudia Rangel e Professor Mário Marques Fernandes): 
A prova foi dificil. A cobrança não foi em relação a conteúdos profundos da matemática, mas a forma como o candidato tinha que escrever em espaço superpequeno. E tinha questões que você tinha saber como descrever. Os enunciados das questões eram longos, e o aluno tinha que realmente interpretar o que estava escrito ali. Os cálculos eram razoáveis, mas os itens Bs pegaram um pouco mais.  


Caiu uma questão de matrizes, e isso foi novidade, porque geralmente não cai. Conceitualmente não era uma questão difícil, mas muito trabalhosa. Um sistema muito chato de resolução, e o espaço pequeno pra resolver foi um problema.