Vale a pena usar o Fies para financiar a faculdade?

Entenda como funciona o programa de financiamento estudantil do MEC, que oferece 155 mil vagas para o segundo semestre de 2018

    • Da Redação
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    • Marta Avancini

O Ministério da Educação (MEC) abriu inscrições para o Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2018. Como o nome sugere, o programa financia os estudos de alunos de instituições de ensino superior privadas. Ou seja, o aluno não paga a mensalidade enquanto está na faculdade, mas tem de devolver o dinheiro quando se formar. É diferente, portanto, o do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudos.  

Os interessados podem se cadastrar no site do Fies até 22 de julho (domingo). Ao todo, são oferecidos 155 mil financiamentos.  

Como já foi anunciado, o programa sofreu mudanças em 2018, com a criação de diferentes modalidades dependendo da renda do estudante, o que está gerando muitas dúvidas.  

Dependendo da renda, o estudante terá um tipo de financiamento e está sujeito a cobrança de juros de mercado, quando tiver de quitar a dívida. Então, uma dúvida que surge é: vale a pena financiar os estudos via Fies? Outras dúvidas são com relação ao perfil do candidato para cada modalidade. Nesse texto, esclarecemos as principais dúvidas.

Perfis e tipos de financiamento 
Fies/Modalidade 1: alunos com renda per capita familiar de três salários mínimos. Juros zero.  

P-Fies/Modalidade 2: alunos com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos. Voltado para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Taxa de juros é de 3%, mais correção monetária.  

P-Fies/Modalidade 3: estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos. Taxa de juros semelhante à praticada pelo mercado e definida conforme o caso.  

Calendário 
Inscrições: até 22 de julho.  

Resultado (pré-selecionados): 27 de julho.  

Prazo para complementação de informações para fechar o contrato: 27 a 31 de julho.  

Confirmação de interesse (apenas para o Fies): 1 a 24 de agosto No caso dos estudantes inscritos no P-Fies, não há lista de espera.

Cursos disponíveis 
Somente cursos bem avaliados pelo MEC dão direito ao Fies. Consulte a lista no site do Fies. 

Pré-requisitos 
Para concorrer a uma vaga no Fies, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e ter conseguido nota média acima de 450 pontos nas provas objetivas. O candidato também não pode ter zerado na redação. 

Valores financiados 
Os interessados podem pedir financiamento para cursos com mensalidade de até R$ 7 mil. 

Fies: o financiamento mínimo é de 50% do curso e o limite máximo semestral é de R$ 42 mil.  

P-Fies: o valor financiado, por semestre é de até R$ 42.983.  

Dúvidas comuns 

Quando o estudante começa a pagar a dívida? Após a formatura. Nos contratos até 2017, existia um prazo de carência. Nos contratos a partir de 2018, a parcela da dívida é descontada diretamente do salário do beneficiário, assim que ele conseguir um emprego. Se ele não conseguir um emprego logo após a formatura, tem de pagar uma parcela mínima. 

Cada contrato é único e os valores e duração das parcelas depende do valor financiado, do curso, da renda, entre outros fatores. O pagamento é feito diretamente à instituição de ensino. O governo estima que o prazo máximo para quitação da dívida é de 14 anos.

É preciso pagar algo durante o curso? Sim, os estudantes da modalidade P-Fies precisam pagar os juros do financiamento e o seguro de vida, enquanto estiverem matriculados e até um ano e meio depois de formados. As parcelas são trimestrais. O valor máximo de cada parcela é definido a cada semestre, nos editais do Fies.

Quem tem bolsa do ProUni pode pedir financiamento via Fies? Sim, os estudantes que têm bolsa parcial do ProUni (50%) podem pedir financiamento do Fies para arcar com os custos do restante do curso.




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