Enem terá 10 mil novos locais de prova e inscrição automática para alunos da rede pública
Mudanças fazem parte de uma nova política do MEC para ampliar a participação dos estudantes no exame
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Mudanças fazem parte de uma nova política do MEC para ampliar a participação dos estudantes no exame (Foto: Angelo Miguel/MEC)*Por Patricia Capovilla
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anunciou mudanças importantes para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir da edição de 2026. Entre as principais novidades, estão a inscrição automática para estudantes concluintes da rede pública e a ampliação dos locais de aplicação da prova, com cerca de 10 mil novas escolas recebendo o exame em todo o país.
A expectativa do MEC (Ministério da Educação) é que, com a ampliação dos locais de prova, cerca de 80% dos estudantes da rede pública façam o exame na própria escola onde estudam. Para os alunos que ainda precisarem se deslocar para outro município, o governo informou que estuda medidas de apoio logístico e transporte.
No caso das inscrições automáticas, os dados dos estudantes concluintes de escolas públicas serão enviados automaticamente pelas redes de ensino, e o aluno deverá apenas confirmar a participação e escolher detalhes como a língua estrangeira da prova, município de aplicação e necessidade de atendimento especializado.
As mudanças fazem parte de uma nova política do MEC para ampliar a participação dos estudantes no exame e fortalecer o papel do Enem dentro da educação básica brasileira. A principal novidade é a integração do exame ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), avaliação utilizada pelo governo federal para medir a qualidade do ensino nas escolas públicas do país.
Na prática, isso significa que os resultados do Enem passarão a ser usados também para avaliar o desempenho da educação básica brasileira. Hoje, o Saeb já aplica provas específicas para medir a aprendizagem dos estudantes. Com a mudança, o governo quer aproveitar a grande adesão do Enem para ampliar a participação dos concluintes do ensino médio nesse processo de avaliação.
Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a meta é fazer com que pelo menos 70% dos alunos concluintes da rede pública participem do exame já em 2026. Para alcançar esse número, o governo aposta na inscrição automática e na ampliação dos locais de aplicação.
Outra mudança importante é que o Enem passa a ser reconhecido oficialmente como um instrumento de certificação de conclusão do ensino médio. Atualmente, ele já é utilizado como forma de acesso ao ensino superior em universidades públicas e privadas, além de programas federais de financiamento e bolsas estudantis.
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