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A EaD, que ganhou espaço na pandemia, veio para ficar?

A oferta de cursos de graduação e as matrículas nos cursos a distância estão aumentando no Brasil

| Da Redação -

As matriculas em cursos de educação a distância estão aumentando a cadaano (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 

 Dia 28 de abril é o Dia Mundial da Educação. Que a educação é importante, todo mundo sabe, mas qual será a educação do futuro? Será que a educação do futuro já existe no presente?

 

A pandemia trouxe a educação a distância para o cotidiano de muitos estudantes. E, de acordo com o Mapa do Ensino Superior no Brasil, publicado em 2021, pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras do ensino superior no país, a educação a distância (EaD) não para de crescer.
 

Entre 2020 e 2021, houve um aumento de 14% dos polos EaD, especialmente na rede privada, que concentra mais de 90% das matrículas da modalidade. Paralelamente, entre 2015 e 2019, foram registradas 237 novas instituições de ensino superior no Brasil - o número está em constante ascensão desde 2000.
 

Em 2020, segundo o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) registrou, pela primeira vez, que o número de ingressantes na EaD foi maior do que no presencial. Dos 3,7 milhões de alunos novos, 2 milhões ingressaram na modalidade a distância.
 

O lado positivo do avanço da EaD é que pessoas que antes não tinham recursos para se dedicar aos estudos - como tempo e dinheiro, por exemplo - puderam realizar o sonho de ter um diploma universitário, aumentando suas chances de ingressar no mercado de trabalho, além de conseguirem adquirir novas competências e habilidades.
 

O crescimento do número de alunos e de instituições é uma constante, e o advento de novas modalidades de ensino é parte fundamental dessa história.
 

Em 2021, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) realizou uma pesquisa com estudantes, que revelou o seguinte: 55% deles preferem o retorno gradual com aulas presenciais e à distância em dias alternados, enquanto 38% acham que todas as disciplinas devem mudar permanentemente para o modelo híbrido.
 

"Temos uma evolução constante de alunos e instituições de ensino, potencializada nas últimas décadas pela regulamentação e pela evolução tecnológica", analisa Tiago Ribeiro, head of business da Hybre. "A experiência de ensino de hoje evolui em velocidade impressionante, criando contextos que até pouco tempo atrás pareciam inacessíveis. Isso também contribui para a democratização do ensino, redefinindo as posições de alunos e professores".
 

Dessa forma, vemos um cenário no qual os alunos têm cada vez mais cada vez mais autonomia e responsabilidade, enquanto as instituições de ensino adotam soluções tecnológicas capazes de transformar as salas de aula em espaços plurais e possam gerar novas oportunidades a partir disso.
 

"Neste Dia Mundial da Educação, a reflexão que gostaríamos de suscitar não é simplesmente sobre o uso da tecnologia na sala de aula, mas sim sobre as possibilidades de conectividade entre alunos e professores que ela traz, assim como a liberdade de escolhas, a autonomia, a velocidade, as facilidades e a qualidade da troca de conhecimento que vem partir dela", propões Ribeiro.
 

E você, o que pensa desse novo cenário da educação? Você prefere fazer uma faculdade presencial ou a distância?

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