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Redação do Enem aborda estigma da doença mental na sociedade

Para a coordenadora da Redação do Poliedro, o tema está alinhado com os debates sociais do ano passado

| Da Redação

Estudantes chegam a local de prova no Rio de Janeiro para fazer o Enem
 

Confira o comentário da professora Maria Catarina Bózio, coordenadora de Redação do Poliedro, sobre o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, "O estigma social associado às doenças mentais na sociedade brasileira". A primeira prova do Enem 2020 impresso aconteceu hoje, domingo (17/1)

 
Segundo ela, o tema possibilita que os alunos coloquem em discussão aspectos que estiveram em alta durante todo o ano passado, como a volta de alguns tratamentos como eletrochoque, internação em manicômios, enquanto reforço de políticas públicas pautadas por discursos capacitistas e até estigmatização. 

 
Maria Catarina considera que os estudantes tinham, de forma bastante acessível, o diálogo com literatura brasileira, com Machado de Assis, no "O Alienista". Mais próximo do seu cotidiano, o aluno podia discorrer sobre o uso de palavras como "retardado", pensar em figuras brasileiras mais icônicas como o artista Arthur Bispo do Rosário e a médica Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento de doenças mentais no Brasil.  

Pensando em abrangências mais globais, o estudante poderia trazer Byong Chul Han e falar sobre depressão, burnout e as percepções que esse tipo de doença carrega na sociedade brasileira, de que "não deu conta", sinônimo de fraqueza
 

Para a professora Maria Catarina, o tema não foi uma surpresa e os estudantes que acompanharam o noticiário e se dedicaram na preparação para o exame  conseguiram desenvolver de maneira adequada ao tempo.

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