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Fuvest registra abstenção de 7,9% na primeira fase

Prova foi classificada como "seletiva" pelos professores da Oficina do Estudante e privilegiou alunos bem preparados

| Da Redação

A primeira fase do Vestibular 2020 da Fuvest terminou com abstenção de 7,9% - menor do que a do ano passado, quando 8,1% dos candidatos deixaram de fazer a prova. O exame foi aplicado em 88 locais de prova em 35 cidades do estado de São Paulo.  


A maior taxa de presença foi de 94%, registrada em Jaú e em São Carlos. A maior abstenção ocorreu em Registro (25%).  


A prova está disponível para consulta no site da fundação.  


Confira o gabarito oficial, divulgado pela Fuvest.  

 

A lista dos candidatos aprovados para a segunda etapa será divulgada em 9 de dezembro.  

 

Lista dos aprovados na primeira fase da Fuvest será divulgada no dia 9 de dezembro
 

Confira a seguir os comentários do professor Marcelo Pavani, diretor do cursinho pré-vestibular da Oficina do Estudante sobre a primeira fase da Fuvest 2020.

Comentário ceral
A prova da Fuvest foi, como de costume, seletiva, que privilegiou o aluno que se preparou com afinco. Física foi uma prova conceitual, com pouca contextualização e muitas questões que não envolviam cálculo; química apresentou muitas questões que envolveram interpretação de texto, o que se diferencia do padrão dos últimos anos. Ambas devem ter sido as que mais deram trabalho aos candidatos.

Biologia
Foi uma prova tranquila, acessível, e possivelmente aquela nos quais os candidatos mais sentiram facilidade. Dessa forma, a prova foi bastante equilibrada e adequada, como de costume, para selecionar alunos para a melhor universidade do país.

Física
A prova apresentou questões que privilegiaram a compreensão dos fenômenos físicos, em detrimento da ênfase em cálculos. Foi cobrada a análise de gráficos, questões clássicas de eletricidade e forças elétrica e magnética, pêndulo, além de uma questão simples, mas elegante, de análise dimensional.

Matemática
A prova trouxe excelentes questões de assuntos como probabilidades, geometria plana, funções e grandezas proporcionais. O maior desafio, nessa prova, foi a interpretação dos enunciados. A parte técnica, de resolução matemática das questões foi, no geral, mais simples do que a compreensão dos problemas apresentados nos enunciados. Algumas questões, no entanto, apresentaram enunciados mais diretos, alinhados com o padrão tradicional da Fuvest.

Biologia
Aquestão mais difícil foi a 50 (prova V). Essa questão, que trata dos efeitos da queimada na Amazônia, era trabalhosa pelo número de informações nas 5 alternativas. Uma outra questão que suscitaria algum problema era a 57, que demanda a análise do resultado de um transplante de medula óssea. No entanto, a prova pode ser considerada fácil.

Química
Questões de radioatividade, três de química orgânica, o que é excepcional. Várias questões demandavam interpretação de texto, o que contrasta com o padrão da Fuvest, de questões mais diretas. Por isso, o aluno pode ter sentido diferenças em relação às provas passadas.

A seguir, os comentários do professor Antunes Rafael dos Santos, diretor pedagógico da Oficina do Estudante:

Literatura
Das obras cobradas, nós tivemos a ausência de três ("O cortiço", "Maiombe" e "A relíquia"), que, apesar de estarem na lista de leitura obrigatória não foram cobradas na prova de hoje. Em todas as outras, foi evidenciado a necessidade de o aluno ter lido as obras. A grande dificuldade das questões que versavam sobre as obras literárias era justamente o fato das alternativas exigirem do candidato uma reflexão e uma análise bastante aprofundadas. Por mais que as questões trouxessem fragmentos da obra, o aluno precisava extrapolar, sair da leitura simples, do excerto, e ir para obra como um todo. Ficar preso apenas ao fragmento não seria suficiente para que ele respondesse as questões com segurança e propriedade.


Geografia
Trouxe assuntos que são tratados de maneira muito tradicional ao longo do Ensino Médio e do período de preparação dos alunos para o vestibular. Cobrou assuntos um tanto polêmicos, como a Teoria do Terraplanismo, exigindo conhecimento geográfico. Então, o aluno que foi bem preparado no Ensino Médio não encontrou dificuldade de realizar a prova. O fato desta edição trazer imagens coloridas, mapas, gráficos, facilitou muito.


História
Manteve um nível médio de dificuldade: não foi tão difícil, nem tão fácil. Ficou na média. Ressaltando a questão 60 (da prova V), que trouxe um assunto não é trabalhado usualmente no Ensino Médio: a África no período de pré-conquista. É um assunto muito específico, que não costuma ser abordado nos livros didáticos, nos materiais tradicionais.