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Fique por dentro das tendências do vestibular para Medicina

Além da concorrência, candidato poderá enfrentar provas específicas (e mais difícieis), além de processos seletivos alternativos, como entrevistas e estudo de caso

| Da Redação

Os vestibulares para Medicina de várias instituições de ensino estão se aproximando e o que os candidatos podem esperas das provas? 

Ter um bom desempenho no vestibular para Medicina não depende apenas de dominar profundamente o conteúdo do ensino médio. Algumas instituições de ensino, especialmente particulares, estão inovando seus processos seletivos, a fim de escolher alunos com perfil mais adequado às exigências de uma graduação em Medicina.  

A análise é do professor Francisco Rocha, diretor da unidade Barão, da Oficina do Estudante. Segundo ele, o que está em jogo, no vestibular para Medicina, não é apenas superar a acirrada concorrência, mesmo em instituições privadas de ensino. 

"O gargalo para os vestibulares de Medicina é muito menor do que para os outros cursos. Por ser muito concorrido, a nota de corte é maior e o nível de preparação dos candidatos também", analisa Rocha.  

Por isso, é muito pouco provável que o candidato consiga passar no vestibular logo após concluir o ensino médio. "O nível dos concorrentes é muito elevado, porque muitos já estão formados no ensino médio e fazendo cursinho há muito tempo. Eles já têm um nível de proficiência mais avançado e uma técnica de resolução de provas mais aprimorada" diz o professor. 

Por isso, muitos cursinhos oferecem turmas específicas para Medicina, com um número maior de aulas, principalmente nas áreas de biológicas e em exatas que são mais exigidas nas provas. "Num vestibular concorrido como é o de medicina, cada questão certa pesa muito, faz muita diferença e pode definir se o aluno vai ou não ser aprovado ou passar de fase".  

Além do foco na área de biológicas, outro diferencial dos vestibulares para Medicina, assinala Rocha, é realizar um vestibular específico para quem quer ingressar no curso com uma prova geral e outra específica para Medicina, caso da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), ou com um processo seletivo independente.  

"Essas provas específicas geralmente contemplam uma gama maior de conteúdos e têm um foco mais forte em biológicas, diminuindo a cobrança em humanas. Mesmo o conteúdo de biológicas é mais específico, a fim de selecionar melhor os candidatos para o curso", diz o docente.  

Outra tendência é adotar métodos de seleção alternativos. Além de provas mais enxutas, o processo seletivo pode incluir entrevistas ou estudos de caso. Instituições como a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e a Faculdade de Ciências da Saúde do hospital Albert Einstein seguem essa direção. "Para ser aluno de Medicina, não basta ter um nível de proficiência elevado nos conteúdos do ensino médio. Ele precisa ter outras habilidades e algumas instituições estão preocupadas em avaliar essas habilidades já no processo seletivo".  

Confira no calendário do Virando Bixo as datas de alguns dos principais vestibulares para Medicina