Noticias

Cursos presenciais destacam-se em índice de qualidade do MEC

Resultado do CPC aponta que porcentagem de cursos presenciais com conceitos mais altos é maior do que o de cursos a distância

| Da Redação

Os cursos presenciais são mais bem avaliados do que os cursos a distância, segundo os indicadores de qualidade da educação superior divulgados nesta terça-feira (18/12) pelo Ministério da Educação (MEC). Também foi divulgado o ìndice Geral de Cursos (IGC), que avalia instituições de ensino. 

Quem se interessar, pode consultar o CPC de um curso ou o IGC de uma instituição no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao MEC e responsável pelas avaliações.  

De acordo com o Conceito Preliminar de Cursos (CPC), nenhum bacharelado e curso tecnológico avaliado obtiveram o conceito máximo (5). Entre as licenciaturas a distância 0,5% atingiu o conceito 5.  

Já entre os cursos presenciais, conseguiram o conceito 5: 2,3% dos bacharelados, 2,5% doas licenciaturas e 2% dos cursos tecnológicos.  

O CPC é um indicador utilizado pelo MEC para medir a qualidade de cursos de graduação, que varia de 0 a 5. Ele é considera os seguintes critérios: anota dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento do estudante, medido pelo Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD); o perfil do corpo docente (regime de trabalho e titulação) e a percepção dos alunos sobre o processo formativo, expresso no questionário socioeconômico do Enade.  

Este ano, o MEC está divulgando os resultados para os cursos avaliado por meio do Enade em 2017. Entre eles estão: Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção, Filosofia, Letras, Música e Pedagogia. A lista completa pode ser consultada do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela avaliação. Ao todo, foram avaliados 10.210 cursos de todo o país.   

Considerando o conceito 4, o número de cursos presenciais mais bem avaliados é maior do que a distância. Entre os bacharelados, 37,1% ficaram com conceito 4 contra 18,9% dos cursos a distância. Nas licenciaturas, há mais equilíbrio entre os cursos a distância e os presenciais, mas estes predominam: 31% e 36,8%, respectivamente. No conjunto de cursos tecnológicos a distância, também há equilíbrio entre as duas modalidades, com leve predomínio dos presenciais: 30,4% (a distância) e 31,6% (presencial).   

Qualidade das instituições
O indicador que mede a qualidade das instituições é o índice Geral de Cursos (IGC). Ele leva em conta a média do CPC nos últimos três anos dos cursos avaliados e ofertados pela instituição, a média dos conceitos dos programas de pós-graduação e a distribuição dos estudantes na graduação e pós-graduação. 

Segundo o IGC, as universidades predominam nos conceitos mais elevados (4 e 5): 43,1% das universidades tiveram conceito 4 e 7,2%, conceito 5. A maior parte das universidades avaliadas ficou com conceito 3 (49,7%). Nenhuma tiveram conceitos 1 e 2, os mais baixos da escala.  

A maioria dos centros universitários obteve conceito 3 (67,3%) e 30,8% receberam conceito 4. Nenhum obteve 5 e 1, mas 1,9% deles ficou com 2.  

Entre os institutos federais e Cefets, a grande maioria dessas instituições ficou com 3 (62,5%) e 37,5% ficaram com 4. Nenhum obteve 1, 2 e 5.  

Já entre as faculdades, 0,6% ficou com conceito 1 e 16,3% com conceito 2. A maior parte das faculdades ficou com 3 (67,8%), 14% ficaram com 4 e 1,2% com 5.