Relatório da OCDE traça perfil do ensino superior no Brasil

Cursos ligados ao setor de serviços, como administração, direito e pedagogia são os que possuem maior número de formandos

    • Da Redação
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    • Marta Avancini

No Brasil, apenas 17% dos alunos que concluem o ensino superior, formam-se em cursos das áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Essa é uma das menores proporções em nível internacional, segundo o relatório Education at a Glance 2018, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).   

A OCDE é uma organização internacional que reúne 36 países, entre eles alguns dos mais desenvolvidos do mundo e se dedica à promoção de políticas públicas, especialmente na área da economia.   

De acordo com o relatório, considerando os países-membros da OCDE, a média de graduandos nesses cursos é de 24%. Na visão da OCDE, formar profissionais nas carreiras de exatas é estratégico para o desenvolvimento de um país, devido à importância dessas áreas na sociedade contemporânea.  

No Brasil, as carreiras que atraem o maior número de estudantes são da área de serviços, como administração e direito. Os cursos dessas áreas concentram 36% dos formandos contra 24% na média da OCDE.  

Em segundo lugar, estão os cursos na área de educação, como pedagogia, responsáveis por 20% dos formandos no Brasil. Nos países da OCDE, a média é de 10%.  

O relatório traz outros dados interessantes sobre o perfil do ensino superior no Brasil:  

- No Brasil, apenas 17% dos jovens de 24 a 35 anos possuem diploma de nível superior.  

- A porcentagem de mulheres com nível superior no Brasil é maior do que a de homens: 20% das mulheres contra 14% dos homens, considerando a faixa etária de 24 a 35 anos.  

- Apesar de mais mulheres terem nível superior, os salários das mulheres, quando ingressam no mercado de trabalho é, em média, 35% menor do que o dos homens.



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