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Dia Internacional da Mulher simboliza luta pela igualdade de direitos de gêneros

A data, 8 de março, foi escolhida em homenagen a operárias mortas em incêndio em 1857

| Virando Bixo

O Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março. Você sabe como e por que surgiu essa data comemorativa?

Ela é o resultado de lutas e reivindicações de mulheres dos Estados Unidos e da Europa por melhores condições de trabalho, direitos sociais e políticos no contexto da Segunda Revolução Industrial – na virada do século XIX para o XX.

Em 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova York fizeram greve para reivindicar melhores condições de trabalho e igualdade de direitos trabalhistas para as mulheres. Na época, as jornadas de trabalho chegavam a 15 horas por dia e os salários muito baixos.

A manifestação foi violentamente reprimida, manifestantes foram trancadas numa fábrica, que foi incendiada, levando mais de cem mulheres envolvidas nos protestos à morte.

Algumas décadas mais tarde, após outros movimentos de reivindicação pelos direitos das mulheres, como o movimento das trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova York: elas fizeram, em 8 de março de 1908, uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. A manifestação também foi reprimida.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, foi aprovada uma resolução para que o 8 de março se tornasse o Dia Internacional da Mulher, em reconhecimento às lutas das mulheres  que participaram da greve de 1857 e em prol do sufrágio direito de voto das mulheres. 

Mas somente em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas (ONU), passou a celebrar a data em 8 de março.

Conheça, no vídeo a seguir, um pouco da história da luta das mulheres por direitos políticos, econômicos e sociais no mundo e no Brasil:

 

 

Apesar dos avanços e conquistas, as mulheres continuam enfrentando, no dia a dia e em diversas esferas, preconceito, desigualdade e violência: no Brasil, 89% das vítimas de violência são do sexo feminino e em geral têm baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. Veja mais dados no site da campanha Compromisso e Atitude.

No documentário “Machismo e violência contra a mulher na juventude”  um grupo de garotas conta suas experiências com assédio e violência, ilustra essa situação.