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Psicoterapeuta dá dicas para dominar ansiedade e se preparar bem para o Enem

Autora de livro ensina como manter o estresse sob controle

| ViaEPTV

Manter a concentração nos estudos, dominando o estresse e aprendendo a controlar a ansiedade, pode fazer toda a diferença no desempenho do aluno em provas como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O estresse (por medo, ansiedade, insegurança etc.) e a falta de concentração (por excesso de confiança, euforia, desleixo, entre outros) desequilibram as emoções, modificando a fisiologia e também os processos inconscientes do corpo.

“Já com o corpo relaxado, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos diminuem, tranquilizando a mente e permitindo que a memória funcione melhor”, explica a psicoterapeuta Myriam Durante. “O cérebro é uma máquina maravilhosa, um músculo que tende a ficar mais forte à medida que é usado. E, para que ele possa funcionar perfeitamente, é preciso exercitá-lo e estimulá-lo”.

A seguir, confira algumas dicas da psicoterapeuta para quem vai prestar o Enem. As dicas fazem parte do livro da especialista “Aprendizagem acelerada – Elimine o estresse e aprenda melhor”, da editora Ser Mais.

1 - Aprenda a relaxar

Quando a ansiedade toma conta de você, o relaxamento pode ajudá-lo a libertar a tensão muscular e reduzir ou afastar as suas preocupações. Com o corpo relaxado, a sua mente irá focar-se nessa sensação de bem-estar e automaticamente abandonar os pensamentos ansiosos. Quando você está ansioso, respira mais rápido. Essa hiperventilação provoca sintomas físicos como tontura, falta de ar, rigidez, formigamento nas mãos e pés. Esses sintomas são assustadores, levando a mais ansiedade e pânico. Mas, ao respirar profundamente, você pode reverter esses sintomas e acalmar-se. A prática regular do relaxamento aumenta a sensação de serenidade e alegria.

2 - Concentre o foco

Ficar ligado em uma só tarefa por vez, entendê-la e dedicar-se a ela, consolida o aprendizado e faz o cérebro ficar ligado.

3 - Mantenha uma dieta equilibrada

Para funcionar corretamente, nosso cérebro retira a energia que precisa da comida que você ingere e do oxigênio que você respira. Para ter energia, o cérebro precisa de muita glicose. Por isso, ter uma alimentação equilibrada e variada é essencial para garantir a saúde do seu cérebro e deixá-lo mais resistente para combater os efeitos negativos do estresse e do envelhecimento.

4 - Beba água


O corpo de um adulto é formado, em média, por 60% a 65% de água. Quando há uma queda de 5% neste percentual de água corpóreo, há também uma queda de quase 30% no desempenho do cérebro. Se a pouca ingestão de água se torna um hábito, o cérebro começa a se adaptar para sobreviver, mas sua capacidade de funcionamento pleno vai ficando a desejar. A água é necessária para todo e qualquer processo biológico, reação química ou ação mecânica que ocorra no corpo.

5 - Visualize o que deseja

Estudos comprovam que os exercícios de visualização ativam a capacidade mental. Pratique fazendo pequenos “filmes mentais” de tudo que aprender. Dessa maneira, o cérebro registra com muito mais facilidade e você poderá relembrá-los mais facilmente.

6 - Faça exercícios mentais

O cérebro é o tipo de órgão que, quanto mais você usa, mais fica ativo. Estudar, ler, usar a criatividade... Tudo isso contribui para afiar a mente. Praticar palavras cruzadas e jogos de tabuleiro, como xadrez e dama, aperfeiçoa os poderes de raciocínio. A melhor dica é aprender algo novo, criando novas conexões neurais e aumentando a capacidade cognitiva.

7 - Faça exercícios físicos

O exercício físico fortalece os circuitos cerebrais, que são responsáveis pelas funções executivas, como analisar um problema, fazer uma conta matemática ou finalizar uma tarefa complexa. O exercício também melhora a circulação do corpo, levando proteínas e nutrientes para o cérebro. Para sentir os resultados, é preciso colocar o corpo em ação por pelo menos 30 minutos por dia. Vale praticar exercícios leves, como uma boa caminhada.

8 - Durma bem

Dormir bem é fundamental para guardar as informações adquiridas ao longo do dia, pois entre as funções do sono e do sonho está a consolidação de memórias de longo prazo. Quem sofre de insônia tem memória prejudicada. Dormir permite ao cérebro descansar. Dormir menos que o necessário ou de maneira insatisfatória prejudica o desempenho intelectual, a memória e a concentração. Quem dorme mal tem dificuldade para focar a atenção. Como consequência, tem mais dificuldade de se lembrar de algo. Em média, um adulto precisa dormir de sete a oito horas por dia. Para saber se o seu sono está satisfatório, observe se você acorda relaxado e bem disposto. Evite usar aparelhos eletrônicos, ver TV ou pensar em coisas negativas antes de dormir. Tudo aquilo que você faz 30 minutos antes de se deitar é o que você levará para o sono.

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