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Primeira fase do Vestibular Unicamp tem abstenção de 8,27%

A prova teve nível entre médio e fácil, segundo análise da Oficina do Estudante; lista de aprovados para a segunda etapa será divulgada em 19 de dezembro

| Da Redação

Uma prova sem grandes dificuldades para o aluno. É assim que o professor Marcelo Pavani, diretor do cursinho da Oficina, definiu a prova da primeira fase do Vestibular Unicamp 2020. "Foi uma prova de nível médio pra fácil, com nenhuma questão muito sofisticada. Não apresentou novidades", analisa Pavani. 


A prova foi realizada neste domingo (17).  De acordo com balanço divulgado pela Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), 8,27%  - ou seja, cerca de 6 mil dos 72,8 mil inscritos não compareceram para fazer a prova. 

O resultado da primeira fase será divulgado no dia 9 de dezembro. A segunda fase será nos dias 12 e 13 de janeiro de 2020.  

Consulte aqui as provas da primeira fase do Vestibular Unicamp 2020. 

 

Estudantes fazem prova da primeira fase da Unicamp

 Correção em tempo real

Acompanhe aqui a correção em tempo real, feita pelos professores da Oficina do Estudante. E a seguir, mais comentários e destaques da prova da primeira fase da Unicamp.
 


Inglês: entre os destaques estão algumas questões interdisciplinares com física e uma outra com uma temática superatual,  sobre o Instagram. "E essa é uma característica da prova de inglês, e talvez sugira paro aluno o que vai acontecer na segunda fase. Parece que houve aqui um ensaio de como as questões vão aparecer na segunda fase", analisa Pavani. 

 


Língua Portugesa: a prova inclui questões sobre cinco obras da lista de leituras obrigatórias, entre elas a dos Racionais - obra que os alunos estavam esperando na segunda fase, mas que já veio na primeira.
 


Química e Física: duas provas bem bonitas, porque todas as questões tinham contextualização. Apresentavam situações-problema, e o aluno precisava analisar gráfico, tabela, figura. Não tinha nenhuma questão direta. Eram contextualizadas.
 


Matemática: ao contrário das questões de química e física, teve enunciados secos, questões sem nenhuma contextualização, tipicamente apresentando para o aluno o enunciado, o problema, a equação, ou seja, sem grandes análises.
 


Biologia: foi uma prova média, sem nenhuma questão direta. Todas as questões demandavam análise, ou seja, o aluno precisava refletir e digerir o enunciado para poder chegar a algum lugar.
 


História: chama a atenção, questões envolvendo análise de obra de arte, como Tarsila do Amaral (que teve exposição recente no Museu de Arte de São Paulo). Já é uma tendência da Unicamp fazer com que as obras de arte conversem com história.  

 

Geografia: foi uma prova com temas clássicos no que se refere à geografia física. Muitas das questões trouxeram elementos que ajudavam o aluno resolver a questão. Então, não havia nada que o aluno fosse surpreendido. Em relação à geopolítica, questões envolvendo atualidades, como imigrações. E houve também interdisciplinaridade, como a questão 55 - interdisciplinar com biologia-, que cobrava um conhecimento da União Soviética e dos efeitos radioativos de Chernobyl.