Criatividade é a marca dos bons profissionais de arquitetura

Falta de habilidade em cálculo e desenho não é empecilho para fazer faculdade na área, que abre portas para mais de 30 atividades diferentes

    • Da Redação
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    • Marta Avancini

O curso de arquitetura e urbanismo está entre os mais concorridos e muita gente pensa que, para ser bem-sucedido nessa área, é preciso saber desenhar e fazer cálculos. Essa impressão não corresponde à realidade. A opinião é do arquiteto e urbanista Maurício Salvi, sócio-proprietário da Uffizi Arquitetura, de Campinas. "O mais importante é ser criativo. Le Corbusier desenhava como uma criança de 5º ano", afirma Salvi, referindo-se ao famoso urbanista suíço.

Segundo ele, a tecnologia à disposição dos profissionais da área atualmente pode suprir esse tipo de dificuldade, ao passo que a criatividade é o que faz a diferença no dia-a-dia, quando é necessário encontrar soluções para os desafios que surgem.  "Muita gente acha que o arquiteto só faz projetos de casas e prédios. Isso é um engano. Existem mais de 30 atividades diferentes que podem ser desempenhadas pelos profissionais formados em Arquitetura e Urbanismo", conta Salvi. Entre elas, estão as de designer de interiores, de objetos e de mobiliário, além dos tradicionais projetos de residências e urbanísticos. 

Outra frente de trabalho, que ele acredita que pode crescer no futuro, é a criação de habitações sociais. "O Brasil é muito carente nessa área. Precisamos de sangue novo, e as novas gerações podem ter um papel importante para isso e na construção de um país melhor", prevê o arquiteto, que é formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).  

Para quem quer entrar na área, ele dá um conselho: "Se tiver uma oportunidade, passe um tempo no exterior. A imersão em outros países, a vivência de outras culturas torna o profissional de encontrar soluções criativas para os nossos problemas".  

Outra dica de outro é para quem ainda está no ensino médio e se sente desanimado ou desestimulado com os estudos é seguir o seu sonho. "Escolha o que você gosta, não em função do trabalho e do sucesso profissional". Ele conta que não foi um aluno brilhante no ensino médio, mas formou-se entre os primeiros colocados de sua turma na faculdade. "Tudo muda quando a gente se sente instigado, tem curiosidade e gosta do que estuda".   

Equipe da Uffizi Arquitetura durante discussão de projeto

O curso  

Existe um mito de que o engenheiro planeja uma obra e o arquiteto a desenha. Na verdade, não é bem assim. O arquiteto é o responsável pelo planejamento da utilização do espaço e o engenheiro é quem executa o projeto, cuidando de sua dimensão estrutural.  

De maneira geral, é possível dizer que o arquiteto é o profissional que projeta, desenha e cria espaços para o homem desenvolver suas atividades, tendo em vista melhorar a qualidade de vida das pessoas que vão conviver nesses espaços. Por isso não basta planejar casas e prédios funcionais. Eles têm de ser confortáveis e bonitos, levando-se em conta aspectos históricos, ambientais e estéticos, além das necessidades das pessoas, organizações que solicitam o projeto.  

Na maior parte das instituições de ensino, o curso tem dez semestres de duração e uma boa carga de disciplinas práticas, voltadas para o desenvolvimento de projetos.  

Por ter uma dimensão humana, o currículo inclui disciplinas da área de humanas, sem deixar de lado aquelas ligadas à gestão e administração.  

No Ranking Universitário Folha (RUF), você pode identificar quais são os cursos mais bem cotados.




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