Surto de febre amarela está ligado à degradação do meio ambiente

Pesquisadores apontam relação entre doença e saúde das populações de macacos

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O Brasil está vivendo um surto de febre amarela silvestre, causada pelos mosquitos Hemagogos e Sabethes. Mosquitos fêmeas que picam macacos se infectam com o vírus e podem transmiti-lo para humanos quando os picam

De acordo com o Ministério da Saúde, no dia 23 de janeiro, havia 421 casos suspeitos de febre amarela, sendo 87 mortes em quatro estados e o Distrito Federal. Das 87 mortes notificadas, 34 haviam sido confirmadas.

Os casos foram registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Minas Gerais é o estado com o maior número de registros, com 391 casos suspeitos em 39 municípios e com 58 já confirmados. Do total de confirmados, 31 evoluíram para óbitos. 

Muitos pesquisadores estão buscando compreender as causas do ressurgimento da doença.

O "Nexo Jornal" publicou uma matéria na qual pesquisadores entrevistados apontam para a existência de uma relaçãço entre o atual surto da doença e a degradação ambiental.

Por causa da da fragmentação das florestas, decorrente do desmatamento, as populações de macacos ficam com o sistema imunológico fragilizado, adoecendo e transmitindo mais doenças.

Além disso, os animais, saem em busca de alimentos em matas mais próximas das cidades, trazendo o vírus transmissor da febre amarela para perto dos humanos.

Há ainda pesquisadores que apontam a existência entre o surto de febre amarela e o desastre ecológico gerado pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG) em novembro de 2015. Parte dos municípios atingidos pelo surto está na trejetória do rio Doce, afetado pelo rompimento da barragem.

Leia a matéria do Nexo Jornal na íntegra

Saiba mais sobre a transmissão e os sintomas da doença no Especial Febre Amarela, produzido pela Agência Fiocruz.

 



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